Esméria não era o que parecia: coagida pela força que não podia rebater a suportar a escravidão que debalde detestava, preparara com atilado juízo a sua segunda natureza, o difícil mas seguro processo, a melhor combinação de proceder para tornar menos dolorosa e torturadora a sua vida de escrava.
Refinara o fingimento.
Via nos filhos de seus senhores futuros e aborrecidos opressores, e beijava-lhes os pés que às vezes desejava morder.
Tinha para os lábios risos de falsa alegria nas horas de aborrecimento, de melancolia, e de aversão a ferver.
Luzia-lhe nos olhos o amor da senhora, que a amava e distinguia, e lhe dispensava favores, e no fundo do coração maldizia dela, só porque ela era sua senhora: espiava-lhe a vida, almejando descobrir fraquezas, erros e ofensas ao dever; invejava-lhe os vestidos, os gozos, a condição; em muda ousadia comparava-se com Teresa, e em sua louca vaidade pretendia ser mais bonita, mais bem-feita, mais sedutora que ela.
Desconfiada e egoísta, não tinha nem franqueza nem lealdade com as parceiras: de todas simulava-se amiga, de nenhuma denunciava nem es- condia as faltas; se podia comprometê-las sem comprometer-se, fazia-o para mais recomendar-se ao ânimo e ao coração da senhora.
Testemunhava indiferente, com seriedade que podia indiciar sentimento, mas sem dor e sem piedade, os castigos que as outras escravas recebiam às vezes.
Em resumo, Esméria era um composto de dissimulação profunda, de egoísmo enregelado, e de aversão abafada.
Não bebia, e detestava o fumo: escrava, desconhecia as duas repugnantes consolações da escravidão, a dupla embriaguez da aguardente e do cachimbo; mas em compensação era possessa do demônio da luxúria, que é o demônio torpe que desenfreia os instintos animais do escravo, únicos que o mantêm animal a despeito da prepotência que teima em reduzi-lo a simples coisa material.
Mas ainda nesse frenesi dos sentidos Esméria ocultava na sombra o seu vício dominante e furioso: amava os amantes de sua raça, preferia-os a todos os outros; mas em sua vaidade descomunal e egoísta envergonhava-se deles, desejaria sepultá-los ignotos no mistério de suas noites escandalosas; tomava precauções, imaginava ridículos e impossíveis segredos, e aspirava a fortuna do amor, da posse, da paixão delirante de um homem livre e rico.
Como outros, Paulo Borges e Teresa se haviam enganado, dando importância às ligações da Esméria com o Pai-Raiol, e acreditando na influência da crioula sobre o escravo africano.
Esméria fora amante de Pai-Raiol outrora, e só durante algumas semanas ou meses.
Um e outro separaram-se em breve sem acordo resolvido, mas de acordo espontâneo, sem ressentimento e com a ampla tolerância e a ilimitada indiferença da sociedade escrava.
O que resultou dessa ligação efêmera foi o contrário do que imaginara a credulidade.
Não era Esméria que dominava o Pai-Raiol pelo encanto do amor, a que o refalsado negro africano nunca seria suscetível de dobrar-se; era a possessão como magnética da crioula pelo Pai-Raiol que sujeitava ela a ele.
O escravo incorrigível fatigara-se do tormento dos açoites, concentrara seus ódios a todos os brancos, e a todos os senhores, e por adotado plano se deixara acreditar sopeiado, arrependido e sujeito.
Esméria não domara a seu amante de alguns dias, e fora alheia à sua aparente resignação.
Do amor passageiro dos dois escravos, amor que por acaso renascia para tornar a morrer, como as inexpiradas e rápidas exalações elétricas que radiam por momentos, rasgando o espaço, o que resultou não foi a influência benéfica de Esméria sobre o Pai-Raiol; foi a influência satânica do Pai-Raiol sobre Esméria.
A crioula não amava; temia, porém, o africano: longe dele pronunciava o seu nome sempre em tom de voz respeitosa, e quando o via perto, acudia-lhe ao chamado, obedecia-lhe ao aceno, e executava pronta e como escrava a ordem que ela interpretava cintilando desconcertada nos olhos vesgos.
Donde vinha esse império do Pai-Raiol, a que tão submissa se curvava Esméria? Os escravos teimavam em dizer que os dois eram amantes, e que a crioula, embora muito infiel, se fingia dócil e sujeita ao feio negro para melhor senhoreá-lo.
O Pai-Raiol ouvia com indiferença esses juízos; mas a verdade era que Esméria com toda sua viveza acreditava nos prodígios do feitiço, e considerava aquele africano abalizado feiticeiro; durante sua mais freqüente ligação com ele, pudera ser testemunha de sinistros processos de feitiçaria pelos quais o mal, o dano premeditado se realizava infalível; vira em escondido depósito folhas secas, raízes, pós, penas negras, garras de abutres, ossos humanos e cem outros objetos de misteriosas e sempre maléficas propriedades, quando a ciência do feitiço os combinava.
Uma vez, Raiol conduziu Esméria ao bosque e parando em um lugar onde mais se cerrava o cipoal assobiou por vezes, imitando os silvos das serpentes; em breve acudiram uma depois de outra três cobras ameaçadoras; o negro fixou os olhos sobre elas, segurou junto da cabeça em uma que se enrolou em seu braço, depois deixou-a livre e assim enrolada, ameigou- a, tirou-a do braço, guardou-a no seio e por fim soltou-a no chão; e enquanto a crioula recuava tremendo de medo, repetiu o mesmo brinco, ou a mesma operação com outra cobra.
Saindo do bosque, a crioula ainda assustada perguntou:
— Para que você faz isto, Pai-Raiol?...
— Pai-Raiol pode - disse o negro com ostentação.
— Um dia alguma cobra há de mordê-lo e matá-lo.
Raiol riu-se friamente e respondeu no mesmo tom:
— Pai-Raiol é rei das serpentes.
O escravo africano visava um fim em todo esse seu proceder com a crioula: era atarantá-la, causar-lhe medo, cativá-la, prendê-la com os prestígios do seu poder, e torná-la cego instrumento de sua vontade em algum caso que premeditava.
A morte de seu senhor, e a sua subseqüente mudança de cativeiro anularam os projetos que ele concebera, e estava disposto a pôr em execução, e por isso, embora arrematado com Esméria, o Pai-Raiol dela pouco se ocupava.
Mas Esméria rendia sempre ao Pai-Raiol o culto do terror.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Memorial de Aires
O Conselheiro Aires, diplomata aposentado, escreveu seu memorial, falando das suas relações mais próximas, que são o casal Aguiar, a irmã Rita, o Desembargador Campos e sua sobrinha viúva [Fidélia]. O Conselheiro Aires, homem marcadamente polido e estóico [rígido], dá claras evidências de sua paixão por Fidélia, mas nunca tem coragem de revelar-se, pois acha-se então com sessenta e dois anos e ela, uma mulher jovem. O conselheiro, faz questão de extremar nos detalhes e conta de seu relacionamento com o casal Aguiar. O casal Aguiar não teve filhos, mas têm em Fidélia, uma jovem viúva e em Tristão, um afilhado, verdadeiros filhos, ou seja, há uma consideração evidente para com eles por parte do casal. Com a volta do rapaz, a afeição vê - se reanimada. Fidélia, viúva há aproximadamente dois anos, recolhera - se em seu mundo, afastada do convívio social, junto a seu tio, o desembargador Campos. Seu casamento contrariara o pai - Barão de Santa Pia - que era inimigo político do pai de Noronha [seu marido]. Dessa forma, a jovem, com a morte do marido, acabara por ficar junto ao tio, no Rio de Janeiro, não tendo condições de voltar ao convívio paterno, na fazenda, pois as relações continuavam estremecidas. Ninguém julgava que Fidélia pudesse voltar a se casar, porem Tristão, aos poucos, conquista - a, trazendo - a de volta aos seus entretenimentos: a música e a pintura. O romance agrada ao casal Aguiar, que apoiam o casamento, um tanto esperançoso de que os jovens continuariam com eles. Casados, e depois da lua de mel em Petrópolis, Fidélia e Tristão acabam voltando para a Europa, pois, em Portugal, o rapaz candidatara-se a deputado. Novamente, o velho casal Aguiar encontra-se sozinho, amargando a saudade dos filhos postiços.“Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Consolava-se a saudade de si mesmos."
domingo, 23 de agosto de 2009
Tarsila - Maria Adelaide Amaral
Resumo Tarsila
- Está é a história de Tarsila Amaral, narrada por ela mesma a um homem, sendo que juntos acompanham as passagens dos fatos.
- Tarsila, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Anita Malfatti formavam um grupo incrível e unido de gênios artistas. Ambos amavam a amizade que os unias. Anita, em 1917, tinha feito uma exposição que gerara altas críticas devido ao seu conteúdo modernista que chocou a sociedade da época. Tarsila começava a se descobrir uma artista e com sua beleza encantava a todos, inclusive seu amigo Oswald, que se declarara.
- Logo os romances iniciaram. Anita estava apaixonada por Mário que, de certa a forma, a correspondia, porém tinha para com ela uma proteção. Oswald, incansável, se declarava a Tarsila que acabou cedendo e se apaixonando. Começaram os dois um romance que em primeira olhada por Tarsila não seria nada mais que aquela noite. No entanto, os dois se tornaram amantes.
- Ela esperava a anulação do casamento e por isso ela e Oswald escondiam seu romance. Tarsila foi à Europa e Oswald foi depois dela. Lá viveram seu amor, também às escondidas. Foi também na Europa que Tarsila cresceu como artista. Caminhou pelo cubismo e junto a Oswald realizavam ou iam a recepções com grandes nomes, como Léger e Picasso. A vida ia muito bem os dois devotamente se amavam e os filhos de ambos se davam bem.
- Porém Oswald e Mário por algumas vezes viviam conflitos. Eram amigos mas brigavam, como da vez em que Mário fez uma crítica negativa ao novo romance escrito por Oswald. A amizade de Tarsila e Anita também sofria problemas. Anita não entendia o espaço que havia na arte para as duas e isso gerou uma rivalidade desnecessária.
- Neste tempo, Tarsila e Oswald já tinham voltado pra o Brasil. Oswald com um novo livro publicado e bem aplaudido pela crítica de Mário, novamente se tornaram uma família. Viajaram juntos para o Rio de Janeiro e depois Minas Gerais. Nesse momento, o café tinha uma ótima cotação e a riqueza de Tarsila e Oswaldo só expandia. Foi em uma dessas viagens que Tarsila reencontrou o Brasil para a sua arte e Oswald para sua literatura.
- Voltaram a Paris, o café em alta, eles cercados de pessoas interessantes, viajando pelo mundo, os seus filhos se dando bem e ela sendo admirada. Tarsila fez sua primeira exposição individual. Anita veio, e nada se acertou. A crítica gostou e finalmente Oswald e Tarsila se casaram, voltando para o Brasil. Os dois eram os grandes gênios do Modernismo e a arte de Tarsila representou bem a felicidade da época.
- Foi então que ela pintou o Abaporu, que encantou a todos e deu origem ao movimento antropofágico. Como Mário não deu todo o apoio e dedicação ao movimento, ele e Oswald brigaram novamente e dessa vez não houve reconciliação.
- Oswald lançava injúrias contra todos e foi nessa época que perdeu muitos amigos, ao mesmo tempo em que Anita e Tarsila se reconciliavam. E também foi nesse período que Pagu entrou na vida do casal. Tarsila e Oswaldo praticamente a adotaram, e como a própria Tarsila ela era devota e dedicada.
- Pagu casou apenas no civil com um noivo arranjado por Oswald. Nesse tempo, Tarsila trabalhava intensamente e não teve tempo nem quis enxergar a verdade. Quem foi à lua de mel com Pagu foi Oswald, o noivo apenas voltou a São Paulo. Mas um dia Tarsila percebeu e rompeu definitivamente com Oswald. Se viam há certo tempo e ele até narrava o romance em uma espécie de diário, que mais tarde se tornaria um livro.
- Dali para frente tudo mudou. A crise de 1929 empobreceu-os e a ditadura levava muitos presos. Anita foi presa e Tarsila também depois de voltar de sua exposição na União Soviética, guiada por Osório César, por quem engatou uma paixão. Foi nessa época de prisão que ela pintou dois quadros sobre os operários.
- Oswald a procurava e ela o tratava amigavelmente. Ele queria se reconciliar com Tarsila e por intermédio dela se reconciliar com todos de quem tinha se afastado. Também em outras visitas pedia a ela que falasse com suas mulheres para que não o abandonassem.
- Depois desses tempos, Tarsila conseguiu recuperar a hipoteca da sua fazenda. Sua filha, mesmo casada com um homem muito mais velho, tivera uma filha e por fim ela estava apaixonada pelo escritor Luís Martins e Tarsila pintava a felicidade. Oswald criticava esse momento da arte dela, Mário, no entanto gostava e Anita o questionava por ser tão indulgente com Tarsila e com ela tão exigente.
- Mário morreu como prevera, antes dos 52 anos. Anita, desolada porque nem mesmo chegaram a se casar, Oswald do mesmo modo por afinal não ter feito as pazes com o antigo companheiro. A maravilhosa família que compunham tinha se desfeito em 29, mas eles tinham cumprido sua missão, com a genialidade que ofereceram a arte no Brasil.
- Luís, tão mais novo que Tarsila, abandonou-a por uma prima mais jovem e ela simplesmente a aceitou. Oswald ainda falava em nome do seu antigo romance, mas eram amigos e não passaria disso, ele pobre como nunca queria vender o busto de sua primeira esposa, a Tarsila, que o ajudou apenas dando-lhe um quadro para que vendesse.
- Oswald morreu. A neta de Tarsila morreu afogada. Tarsila acaba em uma cadeira de rodas e dando entrevistas sobre sua arte e sua vida.
Camila Winter
- Está é a história de Tarsila Amaral, narrada por ela mesma a um homem, sendo que juntos acompanham as passagens dos fatos.
- Tarsila, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Anita Malfatti formavam um grupo incrível e unido de gênios artistas. Ambos amavam a amizade que os unias. Anita, em 1917, tinha feito uma exposição que gerara altas críticas devido ao seu conteúdo modernista que chocou a sociedade da época. Tarsila começava a se descobrir uma artista e com sua beleza encantava a todos, inclusive seu amigo Oswald, que se declarara.
- Logo os romances iniciaram. Anita estava apaixonada por Mário que, de certa a forma, a correspondia, porém tinha para com ela uma proteção. Oswald, incansável, se declarava a Tarsila que acabou cedendo e se apaixonando. Começaram os dois um romance que em primeira olhada por Tarsila não seria nada mais que aquela noite. No entanto, os dois se tornaram amantes.
- Ela esperava a anulação do casamento e por isso ela e Oswald escondiam seu romance. Tarsila foi à Europa e Oswald foi depois dela. Lá viveram seu amor, também às escondidas. Foi também na Europa que Tarsila cresceu como artista. Caminhou pelo cubismo e junto a Oswald realizavam ou iam a recepções com grandes nomes, como Léger e Picasso. A vida ia muito bem os dois devotamente se amavam e os filhos de ambos se davam bem.
- Porém Oswald e Mário por algumas vezes viviam conflitos. Eram amigos mas brigavam, como da vez em que Mário fez uma crítica negativa ao novo romance escrito por Oswald. A amizade de Tarsila e Anita também sofria problemas. Anita não entendia o espaço que havia na arte para as duas e isso gerou uma rivalidade desnecessária.
- Neste tempo, Tarsila e Oswald já tinham voltado pra o Brasil. Oswald com um novo livro publicado e bem aplaudido pela crítica de Mário, novamente se tornaram uma família. Viajaram juntos para o Rio de Janeiro e depois Minas Gerais. Nesse momento, o café tinha uma ótima cotação e a riqueza de Tarsila e Oswaldo só expandia. Foi em uma dessas viagens que Tarsila reencontrou o Brasil para a sua arte e Oswald para sua literatura.
- Voltaram a Paris, o café em alta, eles cercados de pessoas interessantes, viajando pelo mundo, os seus filhos se dando bem e ela sendo admirada. Tarsila fez sua primeira exposição individual. Anita veio, e nada se acertou. A crítica gostou e finalmente Oswald e Tarsila se casaram, voltando para o Brasil. Os dois eram os grandes gênios do Modernismo e a arte de Tarsila representou bem a felicidade da época.
- Foi então que ela pintou o Abaporu, que encantou a todos e deu origem ao movimento antropofágico. Como Mário não deu todo o apoio e dedicação ao movimento, ele e Oswald brigaram novamente e dessa vez não houve reconciliação.
- Oswald lançava injúrias contra todos e foi nessa época que perdeu muitos amigos, ao mesmo tempo em que Anita e Tarsila se reconciliavam. E também foi nesse período que Pagu entrou na vida do casal. Tarsila e Oswaldo praticamente a adotaram, e como a própria Tarsila ela era devota e dedicada.
- Pagu casou apenas no civil com um noivo arranjado por Oswald. Nesse tempo, Tarsila trabalhava intensamente e não teve tempo nem quis enxergar a verdade. Quem foi à lua de mel com Pagu foi Oswald, o noivo apenas voltou a São Paulo. Mas um dia Tarsila percebeu e rompeu definitivamente com Oswald. Se viam há certo tempo e ele até narrava o romance em uma espécie de diário, que mais tarde se tornaria um livro.
- Dali para frente tudo mudou. A crise de 1929 empobreceu-os e a ditadura levava muitos presos. Anita foi presa e Tarsila também depois de voltar de sua exposição na União Soviética, guiada por Osório César, por quem engatou uma paixão. Foi nessa época de prisão que ela pintou dois quadros sobre os operários.
- Oswald a procurava e ela o tratava amigavelmente. Ele queria se reconciliar com Tarsila e por intermédio dela se reconciliar com todos de quem tinha se afastado. Também em outras visitas pedia a ela que falasse com suas mulheres para que não o abandonassem.
- Depois desses tempos, Tarsila conseguiu recuperar a hipoteca da sua fazenda. Sua filha, mesmo casada com um homem muito mais velho, tivera uma filha e por fim ela estava apaixonada pelo escritor Luís Martins e Tarsila pintava a felicidade. Oswald criticava esse momento da arte dela, Mário, no entanto gostava e Anita o questionava por ser tão indulgente com Tarsila e com ela tão exigente.
- Mário morreu como prevera, antes dos 52 anos. Anita, desolada porque nem mesmo chegaram a se casar, Oswald do mesmo modo por afinal não ter feito as pazes com o antigo companheiro. A maravilhosa família que compunham tinha se desfeito em 29, mas eles tinham cumprido sua missão, com a genialidade que ofereceram a arte no Brasil.
- Luís, tão mais novo que Tarsila, abandonou-a por uma prima mais jovem e ela simplesmente a aceitou. Oswald ainda falava em nome do seu antigo romance, mas eram amigos e não passaria disso, ele pobre como nunca queria vender o busto de sua primeira esposa, a Tarsila, que o ajudou apenas dando-lhe um quadro para que vendesse.
- Oswald morreu. A neta de Tarsila morreu afogada. Tarsila acaba em uma cadeira de rodas e dando entrevistas sobre sua arte e sua vida.
Camila Winter
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Confira os resumos!
Neste Blog será postado resumos, personagens, espaço e tempo de algumas obras, onde alguns alunos do 3º ano do ensino medio vai avaliar ou comentar em cada uma delas! Seja Bem - Vindo ao Blog literário você ira sair daqui extasiado de tanta inrfomação. Daqui alguns dias o primeiro resumo será postado, confira! ;)
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